 Foto: Breno Lobato Na última sexta-feira (15), no primeiro dia da 2ª Agrovino, que terminou ontem (domingo), os mercados para a ovinocultura de carne e lã foram tema de um seminário realizado no Parque de Exposições Visconde de Ribeiro Magalhães (Bagé/RS). O evento foi promovido pela Associação Bageense de Criadores de Ovinos (Abaco) em parceria com a Embrapa Pecuária Sul, a Associação e Sindicato Rural de Bagé e o Senar/RS. O seminário teve a mediação do ex-ministro da Agricultura e um dos idealizadores da Embrapa, Luiz Fernando Cirne Lima.
Diego Alagia Brasil, diretor de Fomento do Marfrig Frigoríficos do Brasil S.A., falou sobre o programa de fomento da Marfrig e o mercado de carne ovina no país. Ele apresentou dados sobre o mercado mundial e brasileiro, além dos indicadores de crescimento do grupo, atualmente o maior produtor sul-americano de cordeiros e o principal fornecedor de food service do Brasil. O executivo lembrou que o país tem um dos menores consumos per capta de carne ovina, “provavelmente devido à desorganização da cadeia produtiva”. O Marfrig participa dos programas “Cordeiro de Qualidade Herval Premium” e “Cordeiro de Qualidade da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco)”, que têm como objetivo o fomento, a tipificação e a certificação de ovinos.
Alfredo Fros Jubett, presidente do Merino Australiano do Uruguai e vice-presidente da Associação Mundial de Merino Australiano, palestrou sobre o mercado de lã fina e superfina. Ele destacou os pontos fortes desse mercado em seu país, como a desconcentração da produção e a sustentabilidade dos sistemas produtivos. Jubett também lembrou que, após dificuldades enfrentadas nos anos 1990, a produção de ovinos lanados no Uruguai se recuperou, e as lãs finas e superfinas obtiveram aumento de preço nos últimos anos. Com o melhoramento genético dos rebanhos, os produtos contam hoje com mais qualidade, apresentando redução da micronagem e aumento no tamanho da mecha.
Já o presidente do Secretariado Uruguayo de la Lana (SUL), Gerardo García Pintos, abordou os mercados mundiais de lã e de carne ovina. O SUL é a principal entidade da ovinocultura no Uruguai, e representa os produtores de todas as raças ovinas. Ele destacou a evolução da ovinocultura sul-americana ao lembrar que representantes de cooperativas de produtores da Nova Zelândia, principal exportador mundial de carne ovina, visitaram Brasil, Uruguai e Argentina recentemente. “Se eles vieram aqui, é uma prova de que a ovinocultura pampeana tem valor”, disse.
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